segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Fases


É difícil se apegar a alguém,depois desapegar mas continuar apegado. Não entendeu? Acontece quando você conhece uma pessoa,e essa pessoa te cativa tanto que você percebe melhor as coisas ao seu redor. As cores ficam mais vivas,de tons diferentes,aquela música que você achava intelectual demais,ou fútil demais,finalmente começa a fazer sentido,e é a mais linda poesia que você já ouviu a sua vida inteira. Coisas assim,que só gente apegada (ou devo dizer,apaixonada?) percebe,sente,valoriza,vê,compreende,questiona e vive. A pessoa se torna o alguém com quem você quer se casar amanhã,se torna seu melhor amigo com alma de irmão,se torna a pessoa que faz você querer ser mais você. Até esse capítulo,tudo é admirável. Mas o que não seria admirável no gostar? Bem,eu vos digo: A ilusão. De repente,tudo o que você andava vivendo não passava de um desses encanto que se desfaz á meia-noite. Não porque o alguém te iludiu,não me entendam mal. Talvez você mesmo se iludiu,criando expectativas demais em uma base que só você enxergava. E dói,dói perceber que não era o que parecia ser,dói se ver na realidade e ela ser diferente do que você achava que estava esperando,dói sentir que você e o outro sujeito estão se afastando. E então,quando você se afasta de vez, o golpe surte efeito. Mas ele é tardio,só te atinge quando você se encontra se perguntando por onde é que aquela pessoa anda. Você a procura,sim,por uma consequência. Porque você ainda é apegado. Ou será porquê você se sente culpado por ter deixado algo bom se afastar quase que naturalmente? Bem,caro leitor,isso está confuso demais até pra mim. Perdoem-me. Ainda estou tentando.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Minutos

O tempo está começando a me doer. Hoje minha irmãzinha Nayla (leãozinho) teve suas primeiras experiências em andar em sua bicicleta cor-de-rosa sem as rodinhas. Minha menininha,que a minha vista nasceu dia desses,está dando seus primeiros passos independentes. O que mais me chamou atenção nesse episódio quente sob o forte sol de Alagoas,e me emocionou,foi que a todo momento,enquanto ela se deliciava com a euforia e o medo dessa aventura,ela olhava frequentemente para trás,se certificando de que eu e meu outro irmão Luiz estávamos lá. E quando estávamos a empurrando rápido demais para ela,ela nos olhava com seus olhinhos castanhos e dizia: "Não me solte!" Que sentimento inexplicável perceber que ela confia em mim,que eu sou um porto seguro pra ela! Tenho plena consciência de que,a partir de hoje,surgirão mais episódios que me farão perceber que o tempo não está esperando por nada. Ele não se importa que eu quero aproveitar certos momentos de maneira lenta,que eu quero viver intensamente os segundos junto das minhas pequenas irmãs,que essa falta de tempo que eu ando tendo me machuca. Mas eu usufruo dos instantes que me são doados. Enquanto houver segundos para mim,enquanto houver dias perto delas,esquecerei da passagem rápida do tempo,até que elas cresçam. Até que suas dependências de mim não existam mais. Até que papai nos chame.

domingo, 11 de outubro de 2015

Divagando

Gostaria de ser mais clara,mais coerente com meus pensamentos,mas é um tanto difícil. Eu procuro,procuro… Ás vezes acho,ás vezes sinto que é melhor não achar e continuar na procura. E assim eu passo meus dias. Eu vivo,revivo,sinto,sorrio,choro e me escondo. Bem sei eu que ás vezes é melhor sentar um pouco e observar,aprender com os outros de forma despretensiosa,pra que ninguém se gabe de ter uma experiência/conhecimento/maturidade mais elevada que o coleguinha ao lado. Mas meu problema é pensar demais,e isso se atrela ao fato de eu ser curiosa. Eu quero descobrir coisas e refletir sobre elas. É difícil receber informações demais,ela te leva a lugares da mente que muitas vezes você gostaria de jamais chegar. E logo eu,que sou viciada em pensamentos,que amo pegar um “busão-via-expressa” e passear pelo não tão conhecido sempre que a oportunidade me surge,estou com medo que isso me afete além do que é saudável. Eu imagino demais,e isso faz com que minha mente esteja em constante fase de reparos. E com tantos pensamentos explodindo na cabeça,quantos de vocês não ficariam sempre confusos? Pois é,tenho medo que me entendam cada vez menos com o passar das estações. Não quero não ter com quem conversar porquê não há quem compreenda minhas palavras. Quero que me vejam claramente,que me olhem e decifrem imediatamente quem eu sou,mesmo que nem eu mesma saiba. E que isso dure. Perdoem o transtorno,é só mais um reparo de uma mente que não para. Um pensamento fugitivo que divagou-se até aqui.